O album intitulado "The Storm", foi lançado após dois anos de gravação e traduz as múltiplas fases pelas quais passamos.Para adiquirir o CD entre em contato com a 80's Records http://www.80srecords.com/ O CD também está a disposição para download gratuíto. Clique na imagem para acessar nosso My Space.
BELLS OF SOUL - THE STORM
Trouxe-nos em insólitos enleios abissais, essa tormenta, que dizem serem lágrimas as quais cicatrizam nossos corações. Ainda em eólicas escalas tristes amontoaram-se os segredos de tais sentimentos. Retiro de viajantes, filhos de Baco descansam nas encostas embriagadas dos vinhais, sedentos por arte, mágica e amor. Floresce a ternura em meio às águas que transbordam em nossos olhos e dilui-se imersa no beijo da solidão. Vem numa densa plenitude pluvial o pranto, esvai-se lentamente a turba das nuvens, ao longe, no horizonte, velando o sol nas costas do mundo. Chega enfim, outra luz que brancura alarga nos vértices da noite. Têm, as estrelas, alumiado nossas cãs tal como a guardar-nos deste pélago que trazido pela tempestade foste. No fulgor da lua encimada desprendem-se nossas desditadas e dolentes palavras alumiando a horda dos egrégios astros que se escondem no perigeu. Hás de ser perecedoira, ó dor! Perdemo-nos em sitio, onde pássaros de olhar sereno voam em busca de reinos encantados, encontram o berço do abeto, tramitam ante a angústia não dialética do sonho e adormecem nas tranças de árvores que contam estórias ao anoitecer. Resguardamo-nos ó adusta solidão, mas, porque és ternura se açoitas? Será tu, um veleiro que impetra poemas no mar tempestuoso onde está partindo o nosso coração? Imersos na tempestade dos imaculados sentimentos estamos, toda poesia agora é um recanto abissal onde respiramos o agouro dos líricos desejos. É na não intermitente borrasca, que são guardadas as vidas embotadas do âmago da flor? Brindemos o selar dos beijos ternos. O percuciente suspiro estrangula a chama do lampião refletida no espelho dos nossos olhos. A branca névoa falece vestindo o mais belo dos véus. A chuva despenca pelo vidro da janela e as lágrimas pelos riscos dos nossos vultos. Quem poderia ter algo, senão, incertezas na tempestuosa vida? Robusta diante de todos, sorriremos asilados em nosso ermo leito tomado por pétalas que voam empurradas pelo último suspiro, porém, por mais que voem, queres tu, em verdade, ó vida, que tais pétalas voltem e repousem sobre ti e sobre a tempestade divina de amar.
Por Sanian
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